A estética esportiva ganha novas formas, mistura conforto e feminilidade e leva outros desafios para a construção da modelagem.

A moda esportiva já ultrapassou os limites da academia há algum tempo. Agora, o vestuário do dia a dia ganha novas formas e uma estética mais elaborada.
A Vogue chama esse movimento de sportsmart. A tendência combina referências de performance com uma estética mais romântica e feminina. Entram em cena peças em nylon técnico, jaquetas esportivas, cinturas marcadas, barras balão e volumes mais suaves.
A Peclers Paris também aponta para o Verão 2027 uma aproximação entre feminilidade, sportswear e athleisure. O conforto continua presente, mas aparece ao lado de silhuetas mais marcantes e construções mais elaboradas.
Ou seja, não se trata apenas de usar uma legging fora da academia. A linguagem do fitness começa a aparecer em outras peças e modelagens.
Os tecidos fitness
Grande parte da moda fitness trabalha com tecidos elásticos e peças mais próximas do corpo. No sportsmart, esses materiais começam a aparecer em outras propostas de silhueta.
Uma peça pode ter a cintura mais ajustada e ganhar volume na barra. Uma jaqueta pode manter a leveza e a aparência esportiva, mas apresentar mangas mais amplas. Saias e outras peças também passam a receber materiais ligados ao universo da performance.
E é nesse momento que a modelagem precisa considerar o comportamento do tecido. A elasticidade indica o quanto o material consegue se alongar. Já a recuperação está ligada à capacidade de voltar à sua forma depois desse alongamento.
Por isso, dois tecidos com aparência parecida não necessariamente respondem da mesma maneira em uma modelagem.
Elasticidade, ajuste e movimento
Em uma legging ajustada, a elasticidade do tecido participa diretamente da construção da peça. Em uma silhueta com mais volume, essa lógica pode mudar.
A modelagem considera onde a peça ficará mais próxima do corpo e onde haverá mais espaço. Cintura, quadril, joelhos, ombros e outras áreas de movimento podem exigir construções diferentes de acordo com o modelo.

Também entra nessa análise a folga. Ela não precisa aparecer da mesma forma em toda a peça. Pode estar concentrada em uma manga, na região das pernas ou em uma barra com mais volume.
Para um escritório que trabalha diretamente com o desenvolvimento de moda fitness, conhecer o comportamento das malhas faz parte da interpretação de novos modelos.
Quando recebemos uma referência, não olhamos apenas para o desenho. O tecido indicado, sua elasticidade e a forma esperada para a peça também participam da construção do molde.
Modelagem fitness e novas silhuetas
Esse desenvolvimento pode ser realizado tanto na modelagem manual quanto na digital.
No papel, o molde é construído e alterado a partir das medidas e da interpretação do modelo. Recortes, folgas, curvas e aberturas podem ser trabalhados para chegar à forma proposta.
Na modelagem digital, o desenvolvimento pode ser realizado diretamente no Audaces. O sistema permite construir e ajustar os moldes, trabalhar pontos e curvas com precisão e organizar as bases desenvolvidas.
O escritório Vanessa Contesini Modelagens trabalha com as duas formas de desenvolvimento. A experiência com modelagem fitness e tecidos elásticos também contribui para interpretar essas novas propostas, que misturam ajuste, movimento e diferentes volumes.
Para uma marca que já atua no segmento fitness, isso abre novas possibilidades de criação. A linguagem esportiva pode ganhar outras formas, proporções e propostas dentro de uma coleção.
Novas formas no mundo fitness
O sportsmart mostra uma moda esportiva que continua ligada ao conforto e ao movimento, mas começa a explorar outras silhuetas. Para transformar essas referências em produto, a modelagem participa da relação entre tecido, ajuste, folga e forma.
Com experiência no desenvolvimento de modelagens para moda fitness, trabalhamos para transformar a proposta de cada marca em moldes preparados para seguir para a produção.
Pensando em novas formas para a sua coleção? Entre em contato com a gente!